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Ode ao tear
Autor: Fraga
Ao evoluir,
o primata fez a troca:
menos pêlos no corpo
mais fibras calorosas
Ao criar o tear,
o homem se reinventou:
mãos multiplicadas
dedos automatizados
Ao levantar o liço,
civilizações foram erguidas:
milênios confortáveis
séculos e séculos vistosos
Ao saber e ensinar,
o tecelão deu a herança:
técnicas ancestrais
tesouros para gerações
Ao tramar e urdir,
o artesão virou artista:
vestiu seu pensamento
teceu idéias livres
Ao navegar da navete,
a raça humana zarpou:
continentes artesanais
horizontes de cultura
Ao sabor da saga,
o espaço é todo têxtil:
pule de trampolins de lã
voe em plataformas de seda!
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